O Presidente Lula da Silva (PT) tomou a vacina contra a dengue na rede privada em sigilo – Informou a Folha de São Paulo.
A Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) não explicou por que a vacinação contra a dengue não foi divulgada.
As datas de aplicação da vacina em Lula só foram reveladas pela Presidência após um pedido do órgão de imprensa, baseado na Lei de Acesso à Informação (LAI).
A primeira dose foi tomada no dia 5 de fevereiro antes do início da campanha de imunização do SUS (Sistema Único de Saúde).
Lula recebeu a segunda dose da vacina contra a dengue no dia 6 de maio, também sem divulgação.
O Palácio do Planalto informou que a vacina foi comprada na rede particular. Entretanto, se recusou a divulgar o modelo e o custo da vacina.
Também não quis informar o nome do laboratório ou da clínica contratada.
A campanha do SUS para a população só começou vários dias após a vacinação de Lula.
A vacina disponibilizada para a população foi limitada a uma faixa etária restrita que não incluía a faixa de idade do Presidente.
O Brasil enfrenta desde 2023, a pior epidemia de dengue de sua história. Dados do Ministério da Saúde apontam a ocorrência de 6 milhões de casos prováveis.
A dengue levou a óbito 4 mil pessoas em 2024. Outras 2,8 mil notificações estão em investigação.
O intervalo de três meses entre as doses indica que Lula provavelmente recebeu a vacina Qdenga da Farmacêutica Takeda.
Outra eiidência disso, é que a outra vacina registrada no Brasil, a Dengvaxia, do Instituto Butantan, tem um esquema de três doses em intervalos de seis meses.
As bulas dos dois imunizantes disponíveis no país, QDenga e DengaVaxia, não contemplam pessoas de 78 anos, como o Presidente Lula – Noticiou o Conexão Política.
O uso nessa faixa é considerado “off-label”, ou seja, fora das indicações dos produtos registrados na Anvisa. Assim, ambas as vacinas só podem ser aplicadas fora da recomendação do órgão responsável sob prescrição médica.














