A Prefeitura de Betim intensificou as ações de conscientização sobre a esporotricose, uma micose causada pelo fungo do gênero Sporothrix, que pode afetar tanto animais quanto seres humanos.
A iniciativa busca orientar a população sobre os principais sinais da doença, formas de transmissão e medidas preventivas para reduzir o risco de novos casos.
A doença tem tratamento tanto para animais como para humanos. É importante cuidar dos animais infectados e não os abandonar.
Considerada uma zoonose, a esporotricose é mais frequentemente observada em gatos, que podem transmitir o fungo para outros animais e, também para pessoas.
A infecção ocorre, principalmente, por meio de arranhões, mordidas ou contato direto com secreções de feridas de animais infectados.
Mas o fungo ocorre também no ambiente, assim, o contato com espinhos, farpas de madeira, solo contaminado ou feridas abertas expostas a materiais infectados pode originar a doença.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o reconhecimento precoce dos sintomas é fundamental para que o tratamento seja iniciado rapidamente, reduzindo complicações e interrompendo a cadeia de transmissão.
Segundo o Portal de Notícias da Prefeitura de Betim, dados do município apontam que, em 2025, foram registrados 164 casos da doença em humanos.
Em 2026, até o momento, há 39 casos confirmados. Entre os animais, foram 433 casos em 2025 e 311 registros em 2026 até agora confirmados pela UVZ – Unidade de Vigilância de Zoonoses.
Em Betim, toda a rede pública de saúde está preparada para atender os casos suspeitos, incluindo as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Hospital Público Regional de Betim.
Quais são os principais sintomas?
Nos gatos, a doença costuma provocar feridas abertas na pele que não cicatrizam, especialmente na face, focinho, orelhas, patas e cauda.
As lesões podem aumentar de tamanho e apresentar secreção. Outros sintomas incluem espirros, secreção nasal e problemas respiratórios.
Já nos seres humanos, a esporotricose geralmente se manifesta por meio de pequenos nódulos na pele que evoluem para feridas, normalmente nas mãos, braços, pernas ou outras áreas que tiveram contato com o animal infectado.
Em alguns casos, podem surgir novos nódulos ao longo dos vasos linfáticos, de forma isolada ou em cadeia.
Ao identificar qualquer um desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico ou veterinário no caso dos animais o mais rapidamente possível para confirmação do diagnóstico e início do tratamento adequado.
Em humanos, o tratamento é eficaz, mas deve ser iniciado precocemente possível, daí a importância do diagnóstico rápido.
Em animais o tratamento geralmente envolve medicação oral por período prolongado, que pode ultrapassar 120 dias, além de cuidados complementares para cicatrização.
Como prevenir a esporotricose
A orientação é manter os animais, especialmente gatos, restritos ao ambiente doméstico.
A castração é recomendada para evitar saídas à rua e brigas, reduzindo o risco de infecção.
Ao manusear animais doentes ou suspeitos, é fundamental utilizar luvas e máscaras. Evitar contato direto com animais que apresentem feridas suspeitas
O uso de proteção também é indicado no contato com plantas, solo e lixo.
Em caso de morte de animais infectados, o descarte inadequado deve ser evitado.
A Unidade de Vigilância de Zoonoses deve ser acionada para o recolhimento adequado dos despojos, prevenindo a contaminação do ambiente.
Procurar atendimento veterinário diante de qualquer lesão persistente nos animais.
Seguir rigorosamente o tratamento prescrito, já que a interrupção pode dificultar a cura.
Especialistas também orientam que pessoas que sofrerem arranhões ou mordidas de animais com suspeita da doença higienizem imediatamente o local com água e sabão.
Tratamento é eficaz quando iniciado precocemente
A esporotricose tem tratamento tanto para animais quanto para humanos. O acompanhamento deve ser realizado por profissionais de saúde e pode durar alguns meses, dependendo da gravidade do caso.
Durante esse período, é importante seguir rigorosamente as orientações médicas e veterinárias para evitar recaídas e reduzir o risco de transmissão.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a informação é uma das principais ferramentas para o controle da doença. Por isso, a população deve permanecer atenta aos sintomas e buscar atendimento sempre que houver suspeita de infecção.
A prefeitura orienta ainda que em caso de suspeita, o tutor deve procurar a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), que realiza diagnóstico gratuito na unidade ou em domicílio, além de orientar sobre os cuidados necessários.
O contato pode ser feito pelo telefone 3594-2390 (apenas ligações) ou pelo WhatsApp 98429-9279 (apenas mensagens).













