Um gigantesco solapamento fez uma borda inteira de uma montanha desabar no Himalaia, região do Nepal e Tibete, gerando uma avalanche de lama e terra, ocasionando numerosas vítimas e incalculáveis perdas materiais.
O número total de atingidos ainda é incerto, mas estima-se que sejam milhares, entre mortos, feridos e desaparecidos. Algumas das regiões afetadas são roteiros turísticos o que coloca muitos estrangeiros que visitavam os locais entre os surpreendidos pela tragédia.
O deslizamento repentino ocorreu na manhã de ontem, quarta-feira, (26/8), a partir do Distrito de Rasuwa, destruindo aldeias, estradas, pontes e infraestrutura elétrica. Operações de busca, salvamento e resgate estão em andamento.
Informações iniciais apontavam para um terremoto que teria deslocado grandes massas de neve que se liquefez, carreando solo e detritos montanha abaixo. A onda atingiu primeiro o rio Lhende Khola e, na sequência, avançou por outros rios que estão conectados, como o Bhote Koshi, o Trishuli e o Narayani, provocando enchentes e inundações em seu trajeto.
Entretanto, nova análise do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) sugere que o sinal sísmico registrado antes da tragédia foi produzido pelo próprio colapso da geleira que desmoronou gerando a energia de magnitude de 4.4 que foi registrada – informou O GLOBO, citando o site da USGS.
Analistas ainda trabalham para confirmar a causa exata do cataclismo. O desastre é tido como o mais devastador no Nepal desde o terremoto de 2015, que matou quase 9 mil pessoas e gerou inúmeros prejuízos.
Segundo a BBC NEWS BRASIL, o diretor do Centro de Estudos sobre Desastres da Universidade Tribhuvan, no Nepal, Basanta Raj Adhikari, afirmou à reportagem que há risco de mais duas ondas de enchentes entre quinta e sexta-feira.
Os pesquisadores vêm monitorando os riscos associados às montanhas do Himalaia. “A mudança climática realmente está acontecendo” – afirmou Adhikari. Porém é preciso mais evidências para afirmar com certeza o papel de eventos relacionados às alterações climáticas nesse episódio lamentável.
A fronteira entre o Nepal e a China é particularmente vulnerável a desastres naturais por causa de sua geografia. Ali se estendem algumas das montanhas mais altas do mundo com extensas geleiras, campos de neve e encostas íngremes e instáveis – noticiou o Correio Brasiliense.
O Planalto Tibetano é drenado por rios que descem rapidamente por vales profundos antes de chegar às áreas povoadas do Nepal. O clima de monção pode intensificar muito o risco de desastres em cadeia, com chuvas intensas que desestabilizam encostas, interagindo de maneiras complexas com outros fatores.













