O Ministério da Saúde do atual governo de Lula da Silva (PT), incinerou em 2025 o equivalente a mais de R$ 108,4 milhões em vacinas, medicamentos, insumos, materiais e equipamentos hospitalares diversos.
E o mais aterrador é que 17,1% desse montante, um valor correspondente a R$ 18,5 milhões, era de itens que ainda estavam dentro do prazo de validade. O levantamento foi feito pelo Site Metrópoles por meio da LAI – Lei de Acesso à informação.
No meio dos materiais descartados havia kits completos de monitoramento de glicose, adquiridos em 2019, com data de validade em vigor até dezembro 2050 e uma bomba de infusão de fluídos.
A lista ainda inclui vacinas contra a Dengue, anticorpos monoclonais contra o câncer, além de diversos remédios para tratar doenças raras. Entre os itens havia alguns de alto custo financeiro inclusive.
Em três anos, o governo Lula em seu terceiro mandato, incinerou cerca de R$ 2 bilhões em vacinas e remédios. Em todos os 4 anos do governo Bolsonaro, o valor de incinerado foi de R$ 601,5 milhões, 3,3 vezes menos.
Segundo informou o Ministério da Saúde, cinco motivos podem motivar as incinerações: demandas alteradas por variações nos cenários de determinadas doenças, atualizações nos protocolos, avarias, quadros epidemiológicos modificados, judicialização das compras.
Em nota a pasta argumentou que “medicamentos e insumos incinerados por não conformidade técnica são repostos ou ressarcidos pelos (fornecedores), conforme cada contrato”.
“Não cabe falar em desperdício diante do ressarcimento aos cofres públicos e cumprimento de regras sanitárias” – diz outro trecho do comunicado.
Já os medicamentos judicializados, após devolução, foram descartados por que o retorno ao estoque é proibido, conforme a RDC Anvisa nº 430/2020.
A taxa de incineração correspondeu a 1,48% do estoque total em 2025. A meta estabelecida para o próximo ano é reduzir esse percentual para 1% – noticiou o site Pleno News.
Em novembro de 2024, dados levantados por O Globo apontaram que o governo federal deixou perder 58,7 milhões de ampolas de vacinas, contra a COVID-19 desde o início 2023 até a data da informação.













