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Betim reforça alerta sobre esporotricose e orienta população para prevenção da doença transmitida por fungo 

Imagem da capa - Gatinho - Foto - pexels

A Prefeitura de Betim intensificou as ações de conscientização sobre a esporotricose, uma micose causada pelo fungo do gênero Sporothrix, que pode afetar tanto animais quanto seres humanos.  

A iniciativa busca orientar a população sobre os principais sinais da doença, formas de transmissão e medidas preventivas para reduzir o risco de novos casos. 

A doença tem tratamento tanto para animais como para humanos. É importante cuidar dos animais infectados e não os abandonar.   

Considerada uma zoonose, a esporotricose é mais frequentemente observada em gatos, que podem transmitir o fungo para outros animais e, também para pessoas.  

A infecção ocorre, principalmente, por meio de arranhões, mordidas ou contato direto com secreções de feridas de animais infectados.  

Mas o fungo ocorre também no ambiente, assim, o contato com espinhos, farpas de madeira, solo contaminado ou feridas abertas expostas a materiais infectados pode originar a doença.  

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o reconhecimento precoce dos sintomas é fundamental para que o tratamento seja iniciado rapidamente, reduzindo complicações e interrompendo a cadeia de transmissão. 

Segundo o Portal de Notícias da Prefeitura de Betim, dados do município apontam que, em 2025, foram registrados 164 casos da doença em humanos.  

Em 2026, até o momento, há 39 casos confirmados. Entre os animais, foram 433 casos em 2025 e 311 registros em 2026 até agora confirmados pela UVZ – Unidade de Vigilância de Zoonoses. 

Em Betim, toda a rede pública de saúde está preparada para atender os casos suspeitos, incluindo as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Hospital Público Regional de Betim. 

Quais são os principais sintomas? 

Nos gatos, a doença costuma provocar feridas abertas na pele que não cicatrizam, especialmente na face, focinho, orelhas, patas e cauda.  

As lesões podem aumentar de tamanho e apresentar secreção. Outros sintomas incluem espirros, secreção nasal e problemas respiratórios. 

Já nos seres humanos, a esporotricose geralmente se manifesta por meio de pequenos nódulos na pele que evoluem para feridas, normalmente nas mãos, braços, pernas ou outras áreas que tiveram contato com o animal infectado.  

Em alguns casos, podem surgir novos nódulos ao longo dos vasos linfáticos, de forma isolada ou em cadeia. 

Ao identificar qualquer um desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico ou veterinário no caso dos animais o mais rapidamente possível para confirmação do diagnóstico e início do tratamento adequado. 

Em humanos, o tratamento é eficaz, mas deve ser iniciado precocemente possível, daí a importância do diagnóstico rápido. 

Em animais o tratamento geralmente envolve medicação oral por período prolongado, que pode ultrapassar 120 dias, além de cuidados complementares para cicatrização. 

Como prevenir a esporotricose 

A orientação é manter os animais, especialmente gatos, restritos ao ambiente doméstico.  

A castração é recomendada para evitar saídas à rua e brigas, reduzindo o risco de infecção.  

Ao manusear animais doentes ou suspeitos, é fundamental utilizar luvas e máscaras. Evitar contato direto com animais que apresentem feridas suspeitas  

O uso de proteção também é indicado no contato com plantas, solo e lixo.  

Em caso de morte de animais infectados, o descarte inadequado deve ser evitado.  

A Unidade de Vigilância de Zoonoses deve ser acionada para o recolhimento adequado dos despojos, prevenindo a contaminação do ambiente. 

Procurar atendimento veterinário diante de qualquer lesão persistente nos animais. 

Seguir rigorosamente o tratamento prescrito, já que a interrupção pode dificultar a cura. 

Especialistas também orientam que pessoas que sofrerem arranhões ou mordidas de animais com suspeita da doença higienizem imediatamente o local com água e sabão. 

Tratamento é eficaz quando iniciado precocemente 

A esporotricose tem tratamento tanto para animais quanto para humanos. O acompanhamento deve ser realizado por profissionais de saúde e pode durar alguns meses, dependendo da gravidade do caso.  

Durante esse período, é importante seguir rigorosamente as orientações médicas e veterinárias para evitar recaídas e reduzir o risco de transmissão. 

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a informação é uma das principais ferramentas para o controle da doença. Por isso, a população deve permanecer atenta aos sintomas e buscar atendimento sempre que houver suspeita de infecção. 

A prefeitura orienta ainda que em caso de suspeita, o tutor deve procurar a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), que realiza diagnóstico gratuito na unidade ou em domicílio, além de orientar sobre os cuidados necessários.  

O contato pode ser feito pelo telefone 3594-2390 (apenas ligações) ou pelo WhatsApp 98429-9279 (apenas mensagens). 

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