A dona da produtora GOUP Enternaiment, Karina Ferreira Gama, afirma ter sofrido pressão para delatar Flávio Bolsonaro com algum fato comprometedor relacionado ao filme Dark Horse publicou a Revista Veja.
Alvo de mandato de busca e apreensão nesta quinta-feira, 10/9, por determinação do Ministro do STF Flávio Dino, a Polícia Federal encontrou durante a operação nos endereços de Karina um documento de 4 páginas, uma declaração registrada em cartório citando o ocorrido.
No documento ela relata ter sido abordada por um filho do ex-presidente José Sarney, por um pastor evangélico e por um jornalista que teriam tentado intimidá-la a fazer um acordo de delação para não ser “prejudicada” em investigações sobre supostas irregularidades na aplicação das verbas do filme.
Karina Gama afirmou que caso fosse presa não tem nada a informar em uma possível delação premiada – noticiou a Revista Forum. Ela vinha se sentindo ameaçada e chantageada.
“Estou apavorada” disse Karina em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, no dia 09/9, véspera da operação Make Up ocorrida ontem .
Segundo o Poder 360, investigações da Polícia Federal apontaram que o Instituto Conhecer Brasil, que também é presidido por Karina, teria recebido R$ 2 milhões de recursos relacionados a emendas orçamentárias propostas por Mário Frias, sem, contudo, indicar que o dinheiro tenha sido usado para financiar o filme.
Karina afirmou que “eu nunca captei dinheiro para o filme, eu nunca lidei com financiadores. Eu não sei nada sobre isso. Eu prestei um serviço, de produzir o ‘Dark Horse’ e fui remunerada”.
A declaração juramentada encontrada pela PF foi assinada por Karina em 03/9.
Conforme reportagem de O Antagonista, a empresária registrou que Fernado Sarney a procurou em 20 de maio, dizendo ter “grande proximidade” com Flávio Dino e ofereceu apoio caso ela tivesse algum conteúdo que pudesse ser usado contra Flávio Bolsonaro.
Em 27 de agosto, um pastor teria ligado dizendo ter contato com pessoas do Governo Federal, as quais lhe teriam solicitado propor a Karina um acordo de delação para evitar uma possível “complicação” para ela, e caso ela aceitasse, nada aconteceria com ela e ela não seria alvo de nenhuma operação policial.
Por sua vez, o jornalista que a interpelou, teria afirmado que ela estaria sendo “bucha de canhão” de Flávio Bolsonaro e que ela poderia ser alvo de possíveis medidas judiciais caso ela não colaborasse com algum fato comprometedor contra o candidato.
No documento apreendido pela PF, Karina registrou ainda que “segundo o contexto que me foi apresentado por tais interlocutores, se eu não fizesse uma delação premiada, assumindo que alguma irregularidade teria ocorrido na produção do filme, o que seria equivalente a dizer mentiras, eu poderia ser alvo de operações policiais contra a minha pessoa”.
A PF investiga duas frentes relacionadas ao financiamento da obra cinematográfica sobre o Presidente Jair Bolsonaro.
Uma das investigações, trata da suspeita de desvio de recursos de emendas parlamentares e a outra apura o destino dos valores aportados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para a realização do filme.
O Senador e candidato à presidência da república Flávio Bolsonaro afirmou em entrevista ao SBT News que apoia integralmente a quebra do sigilo das investigações sobre o Banco Master feita pelo Ministro André Mendonça. “Tira o sigilo de tudo, mostra tudo pro povo, o povo merece saber” – disse Flávio.
O vídeo com a entrevista de Flávio ao SBT News foi reproduzido pelo Partido Liberal em uma postagem na rede socia X, antigo Twitter no dia de hoje, 11/9.













