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Lula tomou vacina contra a dengue na rede privada, em segredo, antes da população 

Atualizado em 16 de junho de 2026
Lula da Silva (PT)
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O Presidente Lula da Silva (PT) tomou a vacina contra a dengue na rede privada em sigilo – Informou a Folha de São Paulo

A Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) não explicou por que a vacinação contra a dengue não foi divulgada. 

As datas de aplicação da vacina em Lula só foram reveladas pela Presidência após um pedido do órgão de imprensa, baseado na Lei de Acesso à Informação (LAI). 

A primeira dose foi tomada no dia 5 de fevereiro antes do início da campanha de imunização do SUS (Sistema Único de Saúde). 

Lula recebeu a segunda dose da vacina contra a dengue no dia 6 de maio, também sem divulgação. 

O Palácio do Planalto informou que a vacina foi comprada na rede particular. Entretanto, se recusou a divulgar o modelo e o custo da vacina.  

Também não quis informar o nome do laboratório ou da clínica contratada. 

A campanha do SUS para a população só começou vários dias após a vacinação de Lula.  

A vacina disponibilizada para a população foi limitada a uma faixa etária restrita que não incluía a faixa de idade do Presidente.  

O Brasil enfrenta desde 2023, a pior epidemia de dengue de sua história. Dados do Ministério da Saúde apontam a ocorrência de 6 milhões de casos prováveis.  

A dengue levou a óbito 4 mil pessoas em 2024. Outras 2,8 mil notificações estão em investigação. 

O intervalo de três meses entre as doses indica que Lula provavelmente recebeu a vacina Qdenga da Farmacêutica Takeda.  

Outra eiidência disso, é que a outra vacina registrada no Brasil, a Dengvaxia, do Instituto Butantan, tem um esquema de três doses em intervalos de seis meses. 

As bulas dos dois imunizantes disponíveis no país, QDenga e DengaVaxia, não contemplam pessoas de 78 anos, como o Presidente Lula – Noticiou o Conexão Política

O uso nessa faixa é considerado “off-label”, ou seja, fora das indicações dos produtos registrados na Anvisa. Assim, ambas as vacinas só podem ser aplicadas fora da recomendação do órgão responsável sob prescrição médica.

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