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Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Instituto Butantan 

Atualizado em 11 de junho de 2026
Vacina contra a Dengue - Imagem - Instituto Butantan - Divulgação
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Após numerosas reações adversas e dois pacientes com desfecho de morte, o Ministério da Saúde descontinuou a vacinação contra a dengue com o imunizante do Instituto Butantan.  

O anúncio foi feito pelo titular da pasta, Ministro Alexandre Padilha, na segunda-feira dia 08/6. A vacina Butantan-DV, está suspensa de forma temporária. 

Os dois óbitos ocorridos e os 42 episódios de reações severas estão sendo investigados. Mais de 500 mil doses da vacina já foram aplicadas – Noticiou a Revista Veja

“Na área da saúde, a precaução é a melhor medida no sentido de reforçar as ações de proteção” – disse o Ministro Padilha. 

Padilha informou também que as reações que surgiram não tinham sido observadas ao longo dos testes com a vacina. 

“Não existem dados suficientes para estabelecer uma causalidade, mas é um sinal de alerta para o sistema de vigilância.” 

 Algumas das reações se apresentaram absolutamente inesperadas porque não tinham sido observadas nos 16 estudos clínicos de fase 1, mais o estudo de fase 2 e de fase 3” – explicou o Ministro.  

Em três casos mais graves, os pacientes precisaram de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Dois casos evoluíram para óbito nos meses de março e abril.  

As investigações permitirão conhecer a relação de causalidade, ou seja, os fatores que possam estar relacionados aos 42 eventos adversos graves. 

A vacina contra a dengue do Butantan foi aprovada pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária em novembro de 2025. Em dezembro foi apresentada a estratégia de vacinação pelo Ministério da Saúde.  

Foram notificados 3.703 eventos adversos com sintomas semelhantes aos da dengue entre janeiro e maio deste ano.  

Em 42 eventos muito raros e inesperados os pacientes apresentaram dor abdominal, vômito persistente e sangramentos.  

Os casos mais graves acometeram duas mulheres e um homem. Uma mulher de 49 anos desenvolveu sintomas graves com comprometimento neurológico 19 dias após ter sido vacinada.  

Um homem de 58 desenvolveu reações severas 5 dias após tomar o imunizante. Ambos tiveram notificação de morte.  

Uma mulher de 39 anos teve febre, dores musculares intensas e náuseas 6 dias após tomar a vacina. 

Segundo Esper Kallás, Diretor do Instituto Butantan, a instituição trabalhou no desenvolvimento da vacina por cerca de 20 anos. 

Em seguida o imunizante passou por um longo processo junto à Anvisa até obter a aprovação para uso no Brasil.  

Kallás informou que todos os casos com reações indesejáveis, serão avaliados e estudados pelos pesquisadores do Butantan com o máximo rigor científico até obterem evidências suficientes para elucidar a situação com esperança de comprovar que a vacina tem benefícios reais e que a vacinação pode ser retomada com segurança. 

Quem já tomou a vacina nos últimos 21 dias é recomendado passar por um acompanhamento médico especial para verificar os possíveis sinais de alerta a saber: febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação, piora do estado geral.  

Segundo a Agência Brasil, três municípios-piloto foram escolhidos para integrar a estratégia de vacinação do Ministério da Saúde, Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) com a finalidade de avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional. 

O público-alvo aprovado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para tomar a vacina do Butantan é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos. 

A decisão de descontinuar a estratégia de vacinação segue recomendação do sistema de farmacovigilância que preconiza dar mais tempo para que sejam realizados estudos adicionais para encontrar eventuais fatores de risco. 

Serão investigados o histórico clínico das pessoas, as doenças preexistentes, os fatores de risco individuais, as causas alternativas, possíveis desvios de qualidade e erros de imunização – Informou a Agência Brasil de Notícias.   

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