Pela primeira vez na história, o estado brasileiro vai pagar mais de 1 trilhão de Reais em juros da dívida pública. O valor representa 7,9% do PIB – Produto Interno Bruto do país em 2025.
Os números foram divulgados em 30/01/2026 pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Segundo o BP Money, “comparando com 2020, a situação piorou drasticamente. Naquela época, a conta era de 4,1% do PIB. Em resumo, o valor mais que dobrou em cinco anos”.
Quando o dinheiro que entra para os cofres do governo com a arrecadação de impostos e outras receitas não foi suficiente para cobrir todas as despesas públicas, significa que o país está gastando muito mais do que arrecada.
Quando isso acontece o governo federal pega dinheiro emprestado para complementar o valor necessário para pagar as contas.
O Tesouro Nacional então emite títulos públicos, que são comprados pelos investidores através do setor financeiro.
O valor da venda desses títulos aos investidores vai completar o valor excedente ao que o governo arrecadou e que foi gasto com as despesas para manter o poder público funcionando.
Os títulos são pagos posteriormente com juros. Estes juros é que alcançaram as cifras estratosféricas de mais de R$ 1 trilhão em um período de 12 meses em 2025.
O Economista Stefan D’Amato, falando ao Jornal O tempo, postulou que os gastos com juros da dívida pública prejudicam o investimento que poderia ser feito em educação, saúde, segurança, infraestrutura, saneamento, habitação, geração de empregos e programas sociais.
Isso provoca também o encarecimento do crédito para pessoas físicas e jurídicas de uma forma geral, o que ocasiona um certo engessamento da economia, desestimulando o consumo e os investimentos do setor privado, diminuindo oportunidades e travando o crescimento econômico do país.
Uma grande parte da dívida pública está relacionada à taxa de juros. Estimativas do Banco Central apontam que a cada aumento de 1% na taxa Selic, a dívida Pública aumenta em R$ 55 milhões.
O aumento das taxas de juros é uma resposta do setor financeiro ao risco relacionado à situação dos gastos do governo.
Atualmente dívida pública corresponde a 78,7% do PIB, com projeção de 83,6% até o final de 2026. O mercado considera o financiamento ao governo como de alto risco elevando os custos dos empréstimos.
“Desconfianças do mercado sobre a gestão fiscal do governo, não apenas pressionam a taxa básica, como também contribuem para manutenção em alto patamar dos juros pedidos pelos investidores para financiarem os gastos públicos” – informou a ISTOÉ Dinheiro.














