O governo do Irã apresentou uma nova proposta diplomática aos Estados Unidos em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, após o presidente americano Donald Trump voltar a fazer ameaças duras contra Teerã.
A iniciativa iraniana inclui um plano de paz com 14 pontos e busca abrir caminho para o encerramento do conflito na região, enquanto Washington mantém pressão militar e política sobre o regime iraniano.
Ao mesmo tempo, o Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano apresentou a criação de um novo órgão para gerenciar o tráfego naval no Estreito de Ormuz, que Teerã pretende reabrir com a cobrança de taxas de travessia a navios estrangeiros.
Segundo fontes ligadas às negociações, o documento iraniano foi encaminhado aos EUA por meio de mediadores paquistaneses e aborda temas considerados centrais para um eventual acordo, incluindo garantias contra ataques militares, retirada de forças americanas próximas ao território iraniano e mecanismos para estabilizar a região.
A movimentação diplomática ocorreu depois de Trump afirmar que “o tempo está se esgotando” para que o Irã aceite as condições americanas.
O presidente dos EUA também voltou a ameaçar o país persa com consequências severas caso as negociações fracassem, aumentando o clima de tensão internacional.
Em resposta, autoridades iranianas disseram que ameaças não irão forçar Teerã a ceder e reafirmaram que o país continuará defendendo sua soberania.
Segundo noticiou O GLOBO, a agência de notícias iraniana Fars publicou no domingo que Washington teria apresentado uma lista de cinco pontos, incluindo a exigência de que o Irã mantenha em funcionamento apenas uma instalação nuclear e transfira sua reserva de urânio altamente enriquecido para os EUA.
Também teriam se recusado a liberar a maior parte dos ativos congelados do Irã e a pagar reparações pelos danos da guerra, pontos chave da proposta iraniana para uma possível solução do conflito por parte da ditadura persa.
O governo iraniano sustenta que qualquer acordo precisa incluir garantias concretas de segurança e respeito à integridade territorial do país.
A proposta iraniana surge em um momento delicado das relações entre os dois países.
As negociações indiretas vêm ocorrendo em meio à guerra regional iniciada após ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos contra alvos iranianos. O Irã historicamente tem feito ameaças abertas contra Estados Unidos e Israel ao mesmo tempo que se alinha com grupos terroristas sanguinários como o Hamas e o Hezbollah.
Os ataques aconteceram em função do assassinato em massa promovido pelo governo tirano e truculento dos aiatolás contra seu próprio povo em meio a protestos contra o regime autoritário e a ameaça iminente de obtenção de armas nucleares com as quais pudessem colocar em risco segurança das democracias do mundo.
Embora detalhes completos do plano de 14 pontos não tenham sido oficialmente divulgados, informações publicadas pela imprensa internacional apontam que o Irã deseja transformar o atual cessar-fogo temporário em um acordo mais amplo e permanente, capaz de encerrar as hostilidades dentro de um prazo negociado entre as partes.
Trump, entretanto, demonstrou forte resistência à proposta iraniana. Em declarações recentes, o presidente americano classificou algumas exigências de Teerã como “inaceitáveis”, indicando que ainda existe grande distância entre as posições dos dois governos.
O aumento das tensões também vem provocando impactos no mercado internacional. Investidores acompanham com preocupação os desdobramentos da crise devido ao risco de interrupções no fornecimento de petróleo e à possibilidade de novos confrontos envolvendo aliados dos EUA e do Irã na região do Golfo Pérsico.














