O Parque Estadual do Rio Doce (PERD), administrado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), passará a integrar o Programa Monitora, considerado o maior sistema padronizado de monitoramento da biodiversidade da América Latina.
A iniciativa representa um importante avanço para a conservação ambiental, reunindo dados científicos que irão orientar ações de proteção, manejo e preservação dos ecossistemas.
Coordenado nacionalmente pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o programa tem como principal objetivo produzir informações qualificadas sobre a fauna, a flora e os ambientes naturais brasileiros, oferecendo suporte técnico para políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade.
Segundo a Agência Minas, o Parque Estadual do Rio Doce se destaca por ser a primeira unidade de conservação estadual inserida no bioma Mata Atlântica a implementar o programa, tornando-se referência para outras áreas protegidas de Minas Gerais e do país.
Monitoramento em longo prazo
No Parque Estadual do Rio Doce, o trabalho será desenvolvido por meio da instalação de módulos de pesquisa distribuídos em diferentes áreas da unidade de conservação.
O sistema permitirá acompanhar, de forma contínua e padronizada, as mudanças na biodiversidade ao longo do tempo, possibilitando a identificação de impactos ambientais e a avaliação da eficácia das estratégias de preservação.
As informações coletadas serão utilizadas tanto para subsidiar decisões de gestão quanto para ampliar o conhecimento científico sobre um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica do país.
Referência em conservação
Considerado o maior fragmento contínuo de Mata Atlântica de Minas Gerais, o Parque Estadual do Rio Doce abriga uma rica diversidade de espécies animais e vegetais, muitas delas ameaçadas de extinção.
A unidade também possui um dos maiores complexos lacustres naturais em área de Mata Atlântica do Brasil, características que a transformam em um dos principais centros de pesquisa ambiental do estado.
A implementação do Programa Monitora reforça o papel estratégico do parque na produção de conhecimento científico e na proteção do patrimônio natural mineiro, permitindo que pesquisadores acompanhem tendências ecológicas e desenvolvam estudos capazes de orientar políticas públicas de conservação.
Produção científica fortalecida
A adesão ao programa complementa uma série de iniciativas recentes voltadas ao fortalecimento da pesquisa no parque.
Entre elas está a criação do primeiro Plano de Pesquisa de uma unidade de conservação estadual de Minas Gerais, documento que organiza as atividades científicas, define prioridades de investigação e aproxima os resultados dos estudos das ações de gestão ambiental.
Com a adoção de metodologias padronizadas e o compartilhamento de informações em rede, o Parque Estadual do Rio Doce amplia sua contribuição para o monitoramento da biodiversidade brasileira e consolida sua posição como uma das principais referências em conservação e pesquisa ambiental na América Latina.













