Jornalismo Responsável


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Brasil está entre as oito nações mais famintas da América do Sul

Foto de Yaroslav Shuraev - Pexels
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Segundo dados do Índice Global da Fome (GHI) 2025, o Brasil ocupa a oitava posição entre as nações mais famintas da América do Sul. 

O levantamento divulgado em outubro pela Welthungerhilfe e pela Concern Worldwide, mostra que a Bolívia se destaca no topo do ranking regional, com 14,6 pontos, classificada como de “fome moderada”. 

Quatro indicadores – desnutrição calórica, atraso no crescimento infantil, baixo peso para a altura e mortalidade infantil – são usados como parâmetros pelo GHI para avaliar a situação alimentar mundial. 

O relatório aponta que, embora a média regional da América Latina permaneça relativamente baixa, o progresso estagnou e as desigualdades permanecem. 

Uma combinação dos fatores usados na avaliação, permite comparar a gravidade da fome entre países e regiões mundo afora.  

O indicador, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), considera a proporção de pessoas sem acesso regular a alimentos suficientes e saudáveis, levando em conta produção, consumo e distribuição calórica. 

Enquanto o Chile e Uruguai mantêm níveis baixos de fome com índices regionais menores que 5,0, no Brasil cerca de 8,4 milhões de brasileiros ainda têm enfrentado situação de fome. 

Entretanto, apesar de apresentarem índices de vulnerabilidade para a fome superior ao Chile e ao Uruguai, Brasil, Peru (7,2), Argentina (6,4), Colômbia (6,1) e Paraguai (5,0) estão todos com índices melhores que a Bolívia. 

Em termos globais, o GHI 2025 indica que a fome entrou em fase de estagnação no mundo.  

A média atual de 18,3 pontos, apenas um pouco inferior aos 19,0 pontos de 2016, coloca a meta de Fome Zero da ONU para 2030, considerada como inalcançável no mundo para o ano em questão. 

Se a tendência atual persistir, o estudo do GHI projeta que 56 países do planeta não alcançarão níveis baixos de fome até 2030, e a meta global de Fome Zero no planeta só seria alcançada em 2137. 

Segundo o levantamento países como Somália (42,6), Sudão do Sul (37,5) e República Democrática do Congo (37,5) registram níveis “alarmantes” ou “extremamente alarmantes” de situação de fome. 

Nos anos 2000 o Brasil registrava 11,6 pontos no GHI, caiu para 5,4 em 2016, o que revela uma ligeira piora na situação atual, com 1,0 ponto acima em relação aquele ano.

Embora tenha apresentado uma modesta melhora em relação aos anos da pandemia de Covid-19, ainda assim o Brasil está muito longe dos padrões dos países mais bem alimentados da américa latina e do mundo. 

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