Jornalismo Responsável


PUBLICIDADE
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Zoológico de BH tem novos habitantes 

Peixe Pacamã - Lophiosilurus alexandri - Nome científico
PUBLICIDADE

Casa nova, vida nova. Essa premissa será vivida por novos habitantes recém-chegados à Belo Horizonte, mais precisamente essa semana. Os mais novos moradores da capital mineira, vieram para o Aquário da Bacia do Rio São Francisco localizado no Zoológico da cidade. 

São 50 peixes pacamã (Lophiosilurus alexandri). A espécie está classificada como vulnerável na lista internacional das espécies ameaçadas de extinção (IUCN, 2025) e na lista oficial de ameaçadas da fauna brasileira (MMA, 2022). 

O pacamã é um peixe de água doce endêmico do Rio São Francisco.  Os novos moradores do Zoo, nasceram em um projeto de pesquisa do Laboratório Aquacultura (Laqua), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

O projeto é uma iniciativa para a preservação e conservação das espécies ameaçadas de extinção. O Coordenador é o professor pós-doutor Ronald Kennedy Luz.  

O pacamã é um peixe de crescimento lento e hábitos sedentários. Ele pode ultrapassar 70 centímetros de comprimento e chegar a oito quilos. 

De hábitos noturnos, o pacamã vive camuflado no fundo dos rios e lagos. Nesses ambientes ele se enterra na areia e fica à espreita das presas, apenas com os olhos para fora, esperando uma oportunidade para atacar. O pacamã tem o corpo revestido de couro cor marrom e pintas escuras. 

O pacamã é carnívoro, alimenta-se de pequenos outros peixes. Sua cabeça é achatada, a boca voltada para cima e três pares de barbilhões sensoriais. A mandíbula é ressaltada, com dentes à mostra, que extrapolando o maxilar superior.  

A situação de ameaça vivida pela espécie em seu ambiente natural deve-se à pesca predatória, alterações no fluxo do rio, poluição da água, mudanças climáticas, entre outras causas. 

Bruno Vicintin, CEO da Rima Industrial S/A, patrocina o projeto. 

Após a chegada os peixes foram colocados em quarentena, um período em que os animais serão observados para a avaliar a saúde dos indivíduos e adaptação ao ambiente do aquário. 

Posteriormente, uma parte será alocada em tanques de visitação disponíveis na área pública do Zoo. O restante ficará no laboratório para atividades de pesquisa e reprodução, visando a propagação da espécie. 

A finalidade do projeto é promover condições que possibilitem sucesso reprodutivo dos animais ao ponto de viabilizar a sua posterior reintrodução na natureza. 

“Essa parceria é de grande importância para juntos promovermos a conservação da espécie” – disse a Bióloga Sandra Cunha, diretora da Fundação Zoobotânica e gerente interina do zoológico de Belo Horizonte. 

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *