Na última segunda-feira, dia 06/10, foram atualizados os dados sobre de prática de condições de trabalho análogo à escravidão no Brasil.
A chamada “Lista Suja”, que é um Cadastro de Empregadores que submeteram seus trabalhadores a condições análogas à escravidão, aumentou significativamente.
O crescimento foi de 20% em relação ao período anterior, com a inclusão de 159 empregadores no cadastro, 51 pessoas físicas e 59 empresas.
Os setores econômicos com o maior número de empregadores que descumpriram a legislação foram os que envolvem a criação de bovinos para corte, serviços domésticos, cultivo de café e a construção civil.
A “lista suja” é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, nos meses de abril e outubro, com o objetivo de dar visibilidade aos resultados das fiscalizações do governo de combate ao trabalho escravo.
A lista incluiu a MRJ, prestadora de serviços, contratada pela JBS. Nessa empresa, 10 trabalhadores foram encontrados trabalhando em condições análogas à escravidão, em serviços de carga e descarga em uma unidade no Rio Grande do Sul.
Outro nome é o da Yellow Stripe, empresa que prestou serviços para a T4F, responsável pela organização do Festival Lollapalooza Brasil.
A lista inclui também Thaliny Nascimento Andrade, conhecida como “Paloma”, de 22 anos, e Francisco Félix de Lima, de 48, autuados como pessoas físicas
O casal é suspeito de integrar um grupo criminoso acusado de aliciar meninas e mulheres para exploração em cabarés na Terra Yanomami – noticiou o G1.
A “lista suja” foi criada em 2004. Sua divulgação chegou a ser suspensa entre 2014 e 2016, quando o (STF) decidiu sobre a constitucionalidade do documento.
Em maio de 2020 a Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho, criou o SISTEMA IPÊ, onde denúncias sobre trabalhadores em condições de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota.
A fiscalização sobre Trabalho em condições análogas à escravidão é feita desde 1995, pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM).
O GEFM atua em todo o território nacional e desde sua criação, mais de 68 mil trabalhadores já foram resgatados trabalhando em situações degradantes.














