Após mais de três décadas sem nenhum caso registrado, o Chile foi reconhecido internacionalmente como o primeiro país latino-americano a eliminar a hanseníase. Um marco histórico para o país.
O anúncio dessa importante conquista foi feito pela OMS – Organização Mundial da Saúde no dia 04/03, em conjunto com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O reconhecimento mostra que políticas sérias e contínuas em saúde pública podem erradicar doenças negligenciadas de forma definitiva.
A certificação torna o país vizinho ao nosso, o segundo do mundo a conseguir essa façanha. O outro, o primeiro nessa realização foi a Jordânia – noticiou a Revista Galileu.
A avaliação que levou à decisão da OMS foi conduzida por um painel independente de especialistas convocado em 2025.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, enfatizou que a conquista demonstra que a eliminação de enfermidades antigas é possível com políticas consistentes.
“Esse marco é um poderoso testemunho do que liderança, ciência e solidariedade podem alcançar” – disse Tedros em Comunicado.
Doenças historicamente associadas à pobreza podem ser superadas com compromisso contínuo, serviços de saúde inclusivos e diagnóstico precoce – revelou ainda o diretor da OMS.
A hanseníase é uma infecção crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae. A doença afeta pele, nervos periféricos, mucosas do trato respiratório superior e olhos.
Sem tratamento, a lepra ou doença de Hansen pode provocar danos neurológicos permanentes, deformidades e incapacidade física.
No chile, o último caso autóctone, um registro da doença contraído dentro das fronteiras do país, aconteceu em 1993.
O país sempre manteve a hanseníase como enfermidade de notificação obrigatória, com monitoramento epidemiológico contínuo.
As notificações ocasionais da doença que ainda ocorrem no Chile se referem a casos importados, sem transmissão local.














