O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou que não existem elementos que apontem responsabilidade do ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, nas investigações envolvendo o caso Banco Master.
A declaração foi dada no dia 08/4, em depoimento durante audiência da CPI do Crime Organizado no Senado. A afirmação gerou forte repercussão nos bastidores políticos em Brasília – noticiou o InfoMoney.
Segundo Galípolo, até o momento não há nenhum indício que indique qualquer responsabilidade de Campos Neto nos problemas envolvendo irregularidades do Banco Master.
O ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto comandou a autoridade monetária entre 2019 e 2024, período em que o Banco master teve o controle transferido para o empresário Daniel Vorcaro.
“Não há, em nenhum processo de auditoria ou de sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos” – disse Galípolo.
A fala de Galípolo contrariou setores do Governo Federal e integrantes do PT, que vinham atribuindo à antiga gestão do Banco Central parte da responsabilidade pelo crescimento das irregularidades investigadas no caso Master.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstraram incômodo com a postura adotada pelo atual chefe do BC durante a CPI.
Em resposta às declarações de Galípolo, lideranças petistas reforçaram cobranças para que o Banco Central mantenha investigações internas sobre a atuação da antiga diretoria da autarquia.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a responsabilidade institucional da gestão anterior ainda precisa ser esclarecida.
O caso Banco Master tornou-se um dos principais focos de investigação financeira no país após operações da Polícia Federal apontarem suspeitas de fraudes bilionárias, gestão irregular e possíveis conexões com organizações criminosas.
As apurações também analisam eventuais omissões de servidores públicos e da supervisão bancária ao longo dos últimos anos.
Nos últimos meses, o tema ganhou dimensão política após declarações de Lula responsabilizando Campos Neto pelo ambiente que teria permitido a expansão do banco.
O presidente de extrema esquerda chegou a afirmar que o ex-chefe do Banco Central seria “a serpente que pôs o ovo” do escândalo. A fala aconteceu em entrevista ao canal ICL Notícias.
Apesar das pressões políticas, Galípolo reiterou na CPI que as conclusões do Banco Central seguem baseadas em critérios técnicos e que, até agora, não há provas formais que sustentem acusações contra Campos Neto.














