Um relatório do World Inequality Lab divulgado nesta última quarta-feira dia 10/12, mostra que a renda concentrada no bolso dos mais ricos aumentou nos últimos anos no Brasil.
Contrariando as narrativas do Governo de Lula da Silva, o resultado do estudo “World Inequality Report 2026” indicou ainda que a desigualdade brasileira “permanece entre as mais altas do mundo”.
O relatório produzido por vários economistas, entre eles o francês Thomas Piketty, demonstra que uma nota técnica recentemente divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontando 2024 como o ano em que a desigualdade brasileira atingiu o menor nível em 30 anos, seria absolutamente infundada.
A metodologia usada pelo Ipea não mede com precisão a renda dos mais ricos e, portanto, não seria ideal para calcular desigualdade – avaliaram diversos estudiosos ouvidos pela BBC News.
O mais recente relatório sobre desigualdade global, revelou que “0,001% tem 3x mais riqueza do que 50% da humanidade e indica que a diferença entre ricos e pobres no Brasil subiu entre 2014 e 2024” – noticiou a Revista Veja.
A desigualdade social atingiu níveis extremos. Medidas urgentes se fazem necessárias. O levantamento do World Inequality Lab, diz que menos de 60 mil pessoas, concentram três vezes mais riqueza do que a metade mais pobre da humanidade – 4,15 bilhões de pessoas. A realidade é que 50% da população mais pobre do planeta responde por menos de 10% do rendimento do mundo todo. Também os 10% mais ricos ganham mais do que todos os outros 90% juntos.
O estudo afirma que no Brasil a renda concentrada no bolso dos mais ricos aumentou de 53%, em 2014, para 63%, em 2024.
Conforme o World Inequality Report 2026, os 10% mais ricos brasileiros detêm cerca de 59% dos rendimentos nacionais (ganhos com trabalho e investimentos), enquanto os 50% mais pobres recebem apenas 9%.
O relatório concluiu que “de um modo geral, a desigualdade no Brasil continua enraizada nas dimensões de rendimento, riqueza e gênero”.
O documento é elaborado a cada quatro anos em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Produzido por um grupo de 200 economistas renomados, o estudo utiliza a maior base de dados de acesso aberto sobre a desigualdade econômica global e é considerado o principal termômetro do debate internacional sobre o tema.
Um post de Lula da Silva na Rede Social X no dia 3 de dezembro sobre o assunto, citando IBGE e IPEA recebeu uma enxurrada de contraposições. Comentários em diversos sites que deram a notícia, também revelaram outra realidade sentida pelos leitores que não é a narrativa propagada pelo chefe do executivo.














