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Exploração ilegal de madeira no Amazonas cresce sob o Governo Lula 

Foto de Zoran Milosavljevic - pexels.com
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Segundo a Revista Oeste, entre agosto de 2023 e julho de 2024, a retirada clandestina de madeira na Amazonas cresceu 62%, uma devastação sem precedentes sob o Governo Lula da Silva. 

Os dados são do IMAZON – Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia. A extração ocorreu sem qualquer autorização ou conhecimento dos órgãos ambientais. 

Os dados divulgados em 5/12, apontam que os municípios de Boca do Acre e Lábrea respondem por 75% de toda a retirada irregular de madeira. O estudo mostra ainda que 13% da exploração ilegal está dentro de áreas de proteção, sendo 9% dentro de terras indígenas e 4% em unidades de conservação.  

O diagnóstico informa ainda que imóveis rurais registrados em bases públicas são responsáveis por 77% da devastação, o que sugere fragilidade na fiscalização.  

As bases públicas que possuem os registros dos imóveis rurais da região são o CAR – Cadastro Ambiental Rural, o SIGEF – Sistema de Gestão Fundiária e o Programa Terra Legal 

Especialistas temem colapso no controle ambiental do uso das terras na região. Comunidades tradicionais são as que mais sentem os efeitos da exploração ilegal, principalmente os que dependem da floresta em pé. 

As áreas com autorizações formais também avançaram significativamente sobre a floresta, de 11,3 mil hectares em agosto de 2023 passou para 26,1 mil em julho de 2024, incríveis 131% de acréscimo. 

Ainda segundo o IMAZON, os modos de vida das populações humanas da região, consolidadas há várias gerações, são enormemente comprometidos por causa de alterações expressivas na dinâmica da pesca, caça e coleta causadas pela derrubada da floresta, seja de forma legal ou ilegal – informou Camila Damasceno, pesquisadora do Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon. 

O estudo do IMAZON apontou que 42 mil hectares de florestas derrubadas dos 68 mil hectares analisados não tinham nenhuma autorização por parte dos órgãos ambientais. 

A pesquisa é realizada anualmente pela Rede SIMEX composta por três organizações ambientais – ICV, IMAFLORA e IMAZON, mapeou a extração madeireira no estado por meio de imagens de satélite. As informações obtidas foram confrontadas com as autorizações emitidas pelos órgãos ambientais no período. 

O levantamento mostrou que durante o período de agosto de 2022 a julho de 2023, 38 mil hectares de florestas foram suprimidos ilegalmente, com um aumento de 9%. 

A retirada ilegal de madeira no Amazonas em florestas públicas não destinadas (FPNDs), afetou 3,3 mil hectares, (8%).  

A Agência Brasil informou que, as FPNDs são áreas de floresta de domínio público (União, estados ou municípios) que ainda não tiveram seu uso oficialmente definido, seja como unidade de conservação ou terra indígena. 

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