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Brasil caminha para se tornar um narco estado diz Promotor

Promotor Lincol Gakya - Foto Agência Brasil - Reprodução
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Segundo o Estadão, “Execução de ex-delegado Ruy Ferraz Fontes e infiltração na economia formal mostram que crime organizado vem ganhando perfil de máfia no País”. 

O Policial foi fuzilado no dia 15/09, em uma emboscada em Praia Grande (SP), onde era Secretário Municipal. No atentado contra Ferraz Fontes, a Polícia já identificou dois dos seis suspeitos – um deles têm ligação com o PCC. O ex-delegado foi o responsável pelo indiciamento de Marcola, líder máximo do PCC, nos anos 2000. 

O promotor Lincoln Gakiya, que investiga o Primeiro Comando da Capital (PCC) há cerca de 20 anos, alerta que se nada for feito para frear a escalada das facções, o Brasil corre o risco e se tornar um país dominado pelo tráfico de drogas. 

Um narcoestado é um país onde as instituições são infiltradas pelo poder e pela atuação de organizações de tráfico de drogas, resultando na corrupção de agentes públicos e na influência do crime organizado em políticas governamentais. 

Segundo Gakiya, “o PCC escalou, é uma organização criminosa que já saiu dos muros do sistema prisional. Não é mais uma facção de prisão, já ganhou as ruas”. “Isso é a falência do estado”. 

“O que costumo dizer é que os atos que praticam são de natureza eminentemente terrorista diz Gakya.” Perante nossa legislação o PCC não é considerado ainda uma organização terrorista. Entretanto, o Promotor diz “não ter receio nenhum de apontar a facção como organização mafiosa”. 

“A gente precisa, de alguma maneira, coisa que eu não vi nesses últimos 34 anos [trabalhando como promotor], encontrar uma forma de que essas forças de segurança atuem de maneira coordenada, integrada, cooperativa e com sinergia. O que eu vejo hoje são, infelizmente, disputas institucionais entre as polícias e o Ministério Público [MP]” disse Gakya, segundo informou a Agência Brasil

Conforme a Revista Veja, uma das medidas eficazes de combate ao narcotráfico, seria o método conhecido como “follow the money”, ou seja, “siga o dinheiro”, criado por Giovanni Falcone magistrado italiano assassinado pela Cosa Nostra há 33 anos. O método permitiu saber como e onde os mafiosos aplicavam e lavavam dinheiro oriundo do mundo do crime na Itália.  

Lincol Gakya participou de discussões da CPI do Crime Organizado, nesta terça-feira (25/1.) Ele também afirmou que a polarização política dificulta a integração das forças de segurança e investigação.  

O Promotor propôs a criação de uma Autoridade Nacional para combater o crime organizado, com a presença de representantes de todas as polícias e órgãos do Estado.  

“A falta de integração entre as diferentes forças de segurança do Brasil é um dos principais problemas para enfrentar o narcotráfico organizado em facções” – avaliou Gakya.

A CPI do Crime Organizado foi criada após repercussão da operação do Rio de Janeiro (RJ) onde 122 pessoas foram mortas, inclusive policiais. 

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