Nem de longe, o navio de alto luxo que hospeda Lula da Silva em Belém, capital do Pará, condiz com o tão propagado discurso de preservação da Amazônia e de diminuição das ações humanas que provocam as mudanças climáticas.
Tampouco o Iana III, barco-hotel que hospeda o atual ocupante do Poder Executivo Federal pode ser considerado um exemplo de sustentabilidade.
A embarcação que está sendo usada por Lula está atracada na Base Naval de Val de Cães na capital paraense, nestes dias anteriores à COP30, evento global sobre mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável.
O barco, com mais de dez camarotes, sala de jantar, solarium e deck, pertence a uma empresa de Manaus, no Amazonas, e foi deslocado até Belém para atender o mandatário.
Uma embarcação da Marinha foi colocada à disposição para acomodar Lula durante os eventos no Pará, mas foi dispensada por não atender as necessidades do presidente.
Quando está em navegação o barco consome entre 120 e 150 litros de diesel por hora – informaram fontes ao Estado de Minas. O combustível é considerado um dos mais poluentes do mundo.
O alto consumo do combustível fóssil contrasta sobremaneira com os princípios de redução de emissões de carbono e transição energética limpa, defendidos pelas agendas internacionais sobre mudanças do clima.
Segundo o que apurou o Poder 360, O Iana III, foi fabricado entre 2010 e 2011, tem 3 andares, 45 metros de comprimento por 8 metros de largura. Todas as instalações de passageiros têm ar-condicionado.
O Iana III foi alugado pela empresa ICOTUR Transporte e Turismo Ltda com sede em Manaus, Amazonas. A equipe de Lula está hospedada no barco desde segunda-feira, 3 de novembro.
A Presidência da República informou que a opção pela hospedagem foi definida com base em critérios técnicos de segurança, logística e economicidade conforme planejamento antecipado e parâmetros de segurança e transparência.














