Nesta última sexta-feira (10), o Comitê Norueguês do Nobel em Oslo, concedeu o Prêmio Nobel da Paz de 2025 à líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado, reconhecendo sua luta heroica e incansável em defesa dos direitos democráticos e das liberdades civis em seu país.
Corina é engenheira e tem 58 anos. Nascida em Caracas, tornou-se um dos principais símbolos da resistência ao regime autoritário do narcoditador comunista Nicolás Maduro.
Ela foi impedida pela justiça venezuelana de concorrer à presidência nas eleições de 2024, mesmo tendo vencido as prévias com mais de 90% de apoio popular, em claro conluio do poder judiciário do país com o regime totalitário, que a inabilitou de concorrer a cargos públicos por 15 anos.
As eleições foram marcadas por fraudes grotescas e violentas e sanguinárias repressões aos opositores por parte do ditador Maduro.
Perseguida, Maria Corina passou a viver escondida, mas não recuou em sua missão, intensificando sua campanha por eleições livres e transparentes. Ela apoiou a candidatura do ex-embaixador Edmundo González Urrutia que comprovadamente venceu as eleições.
A vitória de González foi reconhecida internacionalmente, entretanto, Maduro permaneceu em seu projeto totalitário de poder.
A autoridade eleitoral venezuelana proclamou Maduro eleito para um terceiro mandato, sem, contudo, apresentar os detalhes da apuração, conforme determina a lei do país.
Ao conceder o prêmio a Maria Corina, o Comitê do Nobel destacou “seus esforços pacíficos e sua coragem diante da repressão estatal como um exemplo inspirador de luta pela democracia”.
A premiação foi celebrada por líderes democráticos ao redor do mundo, especialmente por parlamentares norte-americanos que haviam formalizado sua indicação em 2024, como Marco Rubio, Rick Scott e Maria Elvira Salazar entre outros.
Maria Corina, fundou em 1992 a Fundação Atenea, voltada ao acolhimento e educação de crianças em situação de rua em Caracas. É também fundadora da organização Súmate, voltada à promoção de eleições livres e à fiscalização do processo eleitoral.
Eleita em 2010 Deputada da Assembleia Nacional com recorde de votos, foi expulsa do cargo em 2014 pelo governo da ditadura chavista.
Sua trajetória política é marcada por enfrentamentos diretos com o chavismo e por sua firme defesa dos direitos humanos, mesmo diante de perseguições, censura e ameaças.
Em declaração após o anúncio, Maria Corina afirmou estar “em choque” com o reconhecimento internacional, mas reforçou que o prêmio pertence ao povo venezuelano.
“Este Nobel é uma homenagem à coragem de milhões de venezuelanos que não desistiram de sonhar com liberdade” – disse a ativista democrática.
A premiação reacende o debate sobre a situação política na Venezuela e pressiona a comunidade internacional a intensificar os esforços por uma solução democrática no país.
Enquanto o governo de Nicolás Maduro ainda não se pronunciou, opositores e defensores dos direitos humanos celebram o reconhecimento de uma mulher que, mesmo sob risco de sua própria vida, nunca deixou de lutar por justiça e liberdade.
“Maria Corina Machado mantém acesa a chama da democracia em meio à escuridão crescente”, afirmou o texto oficial da premiação, possivelmente em alusão às diversas ondas totalitárias mundo afora.
O criador do Prêmio é Alfred Nobel (1833-1896), químico, engenheiro e inventor sueco. Em seu testamento, ele determinou que o Prêmio Nobel da Paz sempre fosse entregue à pessoa ou organização com contribuições significativas para a fraternidade entre as nações, a abolição ou redução de exércitos permanentes, e a promoção da paz.














