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Camada de ozônio reage e está se recuperando, apoio da ciência e esforços globais foram essenciais

Atmosfera - Foto - pexels.com-pixabay.com
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A camada de ozônio é uma região de alta concentração de ozônio na estratosfera, a uma altitude de 15 a 35 quilômetros acima da superfície da Terra.

O ozônio é um gás que atua como um “escudo invisível” e protege a Terra da radiação ultravioleta (UV) prejudicial do Sol.

A sua destruição pode gerar diversas consequências perigosas para a vida no planeta.

Na década de 1970, os cientistas detectaram que a camada de ozônio estava ameaçada.

Na década de 1980 a ciência alertou que estava acontecendo um esgotamento severo da camada de ozônio sobre a Antártida.

O enfraquecimento ocorria por causa do uso de substâncias químicas artificiais contendo halogênios, substâncias que destroem a camada de ozônio, presentes em milhares de produtos de uso corrente.

Entre as substâncias altamente nocivas estavam os clorofluorcarbonetos (CFCs), muito utilizados em aparelhos de ar condicionado, geladeiras, aerossóis e inaladores.

Outras substâncias químicas nocivas, como os hidroclorofluorcarbonetos (HCFC), os halons e o brometo de metilo também foram relatadas.

O desafio era passar da ciência para uma conscientização global com esforços efetivos para enfrentar o problema.

O tema ganhava destaque mundial. Era urgente a doção de medidas de contenção.

Diante das evidências do perigo do uso de CFCs para a camada de ozônio, os países do mundo formaram um quadro político para tratar o problema.

Em 1985 surge a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio, através do qual, as nações estabeleceram o compromisso de “investigar e monitorar os efeitos das atividades humanas sobre a camada de ozônio e adotar medidas concretas de controle”.

Em 1987 é assinado o Protocolo de Montreal, o qual criou um conjunto de “medidas práticas e viáveis para a eliminação gradual das substâncias destrutivas para a camada de ozônio”.

A convenção de Viena entrou em vigor em 1988. E o Protocolo de Montreal em 1989.

O dia 16 de setembro, a data em que foi assinado o Protocolo de Montreal, em 1987 ficou convencionada como o Dia Internacional da Preservação da Camada de Ozônio.

Os hidroclorofluorcarboneto (HCFCs) e hidrofluorcarbonetos (HFC), substâncias químicas adotadas em substituição aos CFCs, se mostraram potencialmente prejudiciais não só à camada de ozônio mas também, foram identificados como importantes gases causadores do aumento do Efeito Estufa.

Em 2026, a Emenda de Kigali, criou critérios para a diminuição gradual do uso de CFCs e também dos HCFCs e HFCs, estabelecendo um calendário para a

consecução de metas e objetivos para a proteção das camadas atmosféricas do planeta.

Desde então aqueles gases têm sido substituídos gradualmente por HFCs de baixo impacto ambiental e por HC – hidrocarbonetos.

A produção de halons tem sido gradualmente eliminada com sucesso. Outra substância nociva, o brometo de metilo, usado para controle de pragas nas lavouras, também tem sido abandonado desde 2024.

Assim, cerca de 99% dos SDOs – Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio foram eliminadas a partir do Protocolo de Montreal.

Apesar de os danos causados anteriormente ainda não terem sido eliminados totalmente, evidências científicas demonstram que a camada de ozônio está se recuperando notavelmente.

Um grande marco dos esforços conjuntos da humanidade em prol do meio ambiente e um exemplo a ser seguido em relação às mudanças climáticas.

Em pronunciamento recente, O Secretário-Geral das Nações Unidas (ONU), trouxe a notícia deste avanço.

“Esta conquista nos lembra que, quando as nações dão ouvidos aos alertas da ciência, o progresso é possível” – Afirmou Antônio Guterres.

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